Catedral de São Pedro de Alcântara

Um dos principais pontos turísticos de Petrópolis é a Catedral São Pedro de Alcântara, que encanta turistas do mundo inteiro com seu estilo neogótico francês, esculturas em mármore de carrara, vitrais e pinturas de Carlos Oswald, além de conter em seu interior o mausoléu onde estão os restos mortais do imperador Pedro II e sua família.

1. Sugestão da Princesa Isabel:

Ao projetar Petrópolis, o Major Júlio Frederico Koeler reservou um terreno para a construção de uma igreja católica e de um templo protestante. No plano, o terreno reservado para a construção da Matriz ficava na confluência das atuais Av. Ipiranga, Av. Tiradentes, Rua da Imperatriz, Av. Koeler e Rua Treze de Maio. No projeto primitivo, do engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá, a fachada estava voltada para o palácio Imperial.

Por sugestão da Princesa Isabel, a nova frente da Matriz ficaria voltada para a Av. Koeler, considerada então “a rua nobre”.

2. Pedra Fundamental e cápsula do tempo:

Lei do Ventre Livre

Lei do Ventre Livre

A primeira pedra fundamental é lançada em março de 1876. Em 1884, é lançada a segunda pedra fundamental, já na posição definitiva.

Dom Pedro II colocou uma cópia da Lei do Ventre Livre, jornais da época e sua coleção pessoal de moedas cunhadas no Império em ouro, prata e bronze nesta segunda pedra fundamental.

3. Demoras na obra:

7 anos após o início houve uma interrupção de obras, provavelmente por falta de recursos e o afastamento de Caminhoá. A nova fase é reiniciado em 1914, pelo engenheiro Heitor da Silva Costa. E a partir de 1918, o material usado passa do granito para a argamassa.

Por falta de recursos, em 1025 Heitor deixou a construção sem finalizar a frente da Catedral de São Pedro de Alcântara. Em 29 de dezembro de 1929 começam as obras para a conclusão da fachada, das Capelas Batismal e Imperial e mais 4 pavimentos da torre.

4. Torre perto do céu:

A torre tem 70 metros de altura porque os construtores pensavam que quanto mais alta fosse à igreja, mais perto do céu, mais perto de Deus vamos estar. Vendo-a do alto podemos ver que ela tem o formato de uma cruz.

Ela só foi incorporada na década de 1960. Foram reiniciadas as obras com a construção das escadas de acesso ao coro; os pisos dos terraços que cobrem as capelas laterais; a rosácea gótica que está sob a torre. Também foi feito o apoio para a colocação das imagens dos evangelistas Mateus, Marcos Lucas e João, de autoria de A. Bordignon.

5. Retorno de Dom Pedro II ao Brasil:

Dois dias após a Proclamação da República a família imperial partiu para o exílio. A caminho passaram em Portugal onde a esposa de d. Pedro II veio a falecer.

Após a morte da Imperatriz, D. Pedro II seguiu sozinho para a França para encontrar sua filha, a Princesa Isabel, que já estava lá. Mas quando chegou à França, D. Pedro II estava muito mal de saúde, ele então escreveu uma carta para seu melhor amigo aqui no Brasil, Visconde de Taunay, pedindo que esse amigo em carta desse notícia do Brasil e da cidade de Petrópolis. Pediu também ao amigo que se fosse possível, além da carta, mandasse para D. Pedro II na França, uma caixa com um punhado de terra, pois como ele não podia mais voltar ao Brasil, por estar exilado, queria que fizessem um travesseiro de terra para ser colocado no caixão, embaixo dos seus pés, para ele descansar, nem que fosse uma parte do corpo, em solo brasileiro.

O amigo comovido com o pedido mandou daqui para a França esse punhado de terra.

D. Pedro II morreu e foi enterrado na França, só que na década de 20 o governo Brasileiro anistiou os descendentes do Imperador, e eles podiam voltar para o Brasil. Esses descendentes, para prestar uma última homenagem á D Pedro II, pois ele era Brasileiro e nasceu no Rio de Janeiro, trouxeram os restos mortais para o Rio de Janeiro e depois levaram para Petrópolis, a cidade que ele fundou. Por isso hoje ele está sepultado na Catedral.

Na pequena capela, localizada ao lado direito de quem entra na igreja, as lápides de Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina, Conde d’Eu e Princesa Isabel, possuem esculturas em tamanho natural, cunhadas em 1925 por Jean Magrou. A Catedral de São Pedro de Alcântara é decorada por vitrais na parede do fundo, onde há pintados versos do próprio imperador.

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